domingo, 6 de março de 2011

Civismo do Sporting e Sobriedade de Bruno de Carvalho

Assisti com curiosidade e atenção ao primeiro debate leonino para as próximas eleições e aguardo por mais debates, especialmente numa fase em que as listas estejam reduzidas a dois ou três candidatos, inevitavelmente.

Realço de maneira geral o civismo que se assitiu num debate eleitoral e com propensão ao insulto dadas as diferentes personalidades. Acima de tudo somos o Sporting e mostrámos a distinção pela nossa cordialidade e boa educação.

Analisando cada um dos candidatos, julgo que Bruno de carvalho foi o grande vencedor da noite e aproveitou o pouco tempo disponível nas suas intervenções para dissipar dúvidas sobre a sua candidatura em detrimento de outras candidaturas da ruptura. Claro, objectivo e com um discurso convincente e capacidade para defender as suas posições com grande segurança, esteve sempre muito confiante nas suas posições e com imensa oportunidade nos ataques a Godinho Lopes (a questão do Nuno em vez do Bruno foi bem pegada). Dos seis candidatos é, tal como Pedro Baltazar, o único que tem um projecto definido e público, e neste caso há várias semanas como reboque para outras candidaturas. Serão importantes os próximos dias, especialmente na confirmação dos investidores e na aposta no treinador de craveira internacional e digno de um projecto transversal da formação ao futebol sénior.

Dias Ferreira tem a seu favor o discurso de grande defesa sportinguista e os seus dois trunfos eleitorais, Paulo Futre e Rjikaard, mas não tem projecto definido e está associado à continuidade. Por momentos, percebi uma troca de impressões com Bruno de Carvalho durante o debate e imaginei-os numa candidatura única. Dias Ferreira poderia ser uma figura destacada para representação do Sporting nos órgãos federativos e os seus trunfos eleitorais cabiam na perfeição ao projecto de Bruno de Carvalho.

Godinho Lopes é mais do mesmo e tem como bandeiras de campanha os 100 milhões que não explica a sua obtenção e Carlos Freitas e Luís Duque que também cometeram imensos erros do passado reflectido neste presente. A sua lista é uma salada russa e a sua postura não me inspira confiança. Quero uma solução de ruptura e este candidato faz parte da continuidade que pode afundar ainda mais o clube até ao seu fim. Gostei apenas da sua intenção em partilhar alguns dos seus trunfos com a lista vencedora, com a derrota consumada.

Da esquerda do Sporting no debate, Pedro Baltazar foi a grande desilusão da noite! Estava curioso por esta candidatura supostamente da ruptura, mas o seu discurso atabalhoado provou que seria um alvo fácil a abater pelos nossos rivais e uma total falta de segurança nos sportinguistas para a concretização do seu projecto. Projecto esse que tem alguns pontos bastante discutíveis, especialmente na questão do investimento.

Zeferino Boal não surpreendeu porque já se esperava um candidato sem ideias inovadoras, sem projecto e que apenas se assumiu como candidato para questionar as opções do passado recente. Mesmo assim, com um discurso muito fraquinho.

Abrantes Mendes foi uma agradável surpresa. Gosto da emotividade e sportinguismo que incute no seu discurso, mas julgo que não levará a sua candidatura até ao fim e abdicará para Bruno de Carvalho para a vitória certa da oposição ao regime. Daria um bom vice-presidente para as relações públicas.

5 comentários:

Lourenço disse...

Olá! Eu também sou um adepto sportinguista, tendo também um blogue: gostava que este blogue o divulgasse, eu farei o mesmo!

Clube dos Lagartos clubedoslagartos.blogspot.com

Gonçalo disse...

Lourenço, assim o farei e espero mais visitas tuas :)

SL

almano disse...

O apoio do Dr. Eduardo Barroso ao Bruno de Carvalho

http://www.youtube.com/watch?v=CvLmqJ3-3bs

Anónimo disse...

o problema do bruno é que vai ser para o sporting o mesmo que o vale de azevedo fez ao benfica, eu vou pelo baltazar esses tenho a certeza não vão para lá nem para sacar nem para se promover

Anónimo disse...

http://www.programaminutozero.blogspot.com Boa crónica sobre o crescimento de Bruno de Carvalho