quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Já cheira a catinga!

Já estamos a caminho da África do Sul, numa noite em que interpretámos com mestria o hino nacional!

Sempre acreditei que seriamos os “heróis do mar” liderados por um homem ao leme de grande competência profissional, Carlos Queiroz, em detrimento de um líder de emoções que realizou um grande trabalho, mas com poucas bases técnico-tácticas, o mister Scolari. Contra os canhões, marchar, marchar...

Viva Portugal!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Carlos Carvalhal: o treinador das “boas entradas”!

Em dez dias o Sporting cumpriu com a mudança na estrutura do futebol desejada por mim há algumas semanas. Se mudou para melhor, ainda não saberemos, apenas poderemos conjecturar!

Na direcção do futebol, Ricardo Sá Pinto substitui o amorfo Pedro Barbosa, ficando sem dúvida a ganhar na garra, determinação e relações públicas com a massa adepta, associativa e comunicação social. No entanto, continuo a dizer que este cargo exige mais do que capacidade expressiva e afectiva, necessita de conhecimentos no mercado futebolístico e para isso terá de existir uma solução de complementaridade que gostaria muito que fosse Luís Freitas Lobo, apesar de já ter declinado o convite publicamente.

Enquanto não surge esse nome, continuamos a assistir a um festival de novos cargos com títulos pomposos, aos quais não compreendo a funcionalidade. Desta vez o cargo de “Team Manager” vai para Miguel Salema Garção. Espero que o tempo mostre a importância deste cargo!

Para a equipa técnica, esfumou-se a hipótese mais desejada por mim, André Villas-Boas, numa tentativa fracassada que talvez ainda faça correr muita tinta no final da época, e recrutaram-se os serviços do técnico Carlos Carvalhal.

Numa altura de grave crise no futebol do Sporting, haveria duas hipóteses para a escolha do treinador conforme disse há uns dias: ou a presença de um técnico ambicioso e jovem que transportasse consigo uma onda motivadora em torno dos sportinguistas (André Villas-Boas) ou a aquisição de um técnico maduro e conquistador de vitórias recentes (Manuel José).

Para mim, Carlos Carvalhal pode ser mais um tiro nos pés, porque abdicámos da escolha de um treinador incontestável por um treinador demitido recentemente do Marítimo e com um percurso recente instável. Não estou a dizer que Carvalhal não fará um bom trabalho, sempre achei que seria um dos bons treinadores portugueses e uma das apostas para um grande a médio-prazo, mas julgo que o timming da contratação não foi correcto e tanto clube como treinador podem sofrer com isso.

De destacar ainda a promoção do treinador dos juniores José Lima, pois numa altura em que o dinheiro não abunda, nada melhor do que promover progressivamente juniores de qualidade aos seniores com o aval do treinador que melhor os conhece. Boa aposta!

Enfim, tal como deseja o “nosso” novo treinador, vamos apoiar a nova estrutura directiva e técnica independentemente das preferências pessoais, e assim daremos quinze a zero aos nossos eternos rivais.

Por um Sporting Unido!

sábado, 7 de novembro de 2009

Bento da mudança!

Estive durante algum tempo ausente por motivos profissionais, mas até ontem o título do último texto (Mais do Mesmo!) assentava que nem uma luva, sendo doentio demais elaborar o diagnóstico do Sporting actual e verificar uma total inércia do dirigismo e técnicos leoninos.

Felizmente, ontem existiram novidades, chegando-se à conclusão que já tinha tido há umas semanas, com o fim de ciclo de Paulo Bento e dos responsáveis da estrutura de futebol do Sporting, Pedro Barbosa e Ribeiro Telles.

Como não percebi bem o papel desempenhado por Barbosa e Telles, resta-me agradecer o trabalho meritório de Paulo Bento durante 4 anos de Sporting, conseguindo bons resultados com plantéis limitados e inserindo-se na filosofia economicista do Sporting com grande coragem. Porém, esta limitação constante de ano para ano foi um dos seus pecados capitais, mostrando-se incapaz de inverter a fraca qualidade exibicional e de resultados, aumentando a contestação em torno da sua figura e conduzindo a uma situação de ruptura inevitável. Paulo Bento pode até ser campeão noutro clube português, tem capacidade para isso, mas neste momento revelava as suas limitações próprias de um treinador recente e já tinha uma imagem desgastada com um sistema usado e abusado. A mudança foi a melhor solução, como o próprio reconheceu!

Neste momento, José Eduardo Bettencourt deveria demitir-se e candidatar-se de novo ao cargo, unicamente porque colou a sua imagem de campanha a um treinador extinto do cargo, e para silenciar as vozes da oposição sobre uma eventual inversão dos 90 por cento de votos. Por mim, mantém o lugar, pela inteligência, discurso, capacidade de mobilização de sócios e adeptos e continuidade dos projectos de reestruturação financeira e pavilhão do clube.

Para director desportivo, recuso o regresso ao passado de Carlos Freitas e mais um tiro no escuro com a promoção de Sá Pinto. Precisamos de um homem de personalidade forte, que blinde o balneário e que tenha grande poder negocial no mercado futebolístico.

Na sucessão do treinador, já há vários nomes ventilados, e quanto a isso também tenho as minhas preferências. Villas Boas, por uma questão de feeling, tal e qual como tive quando foi apresentado na Académica e sobre a qual teci o seguinte comentário neste blogue:

“Não posso tecer considerações racionais sobre a capacidade do novo treinador, apenas posso falar por intuição. E a intuição deixa-me confiante num futuro promissor com este treinador, pela idade, pelo percurso associado às grandes conquistas de José Mourinho e pelo discurso ambicioso na sua apresentação oficial na Académica.”

O que é certo é que Villas Boas organizou a equipa da Briosa em duas semanas e mostrou um futebol consistente e competitivo como há muito não via na também minha Académica. Nem nos tempos de Domingos!

Até poderá ser uma aposta de enorme risco, afinal de contas este treinador apenas ganhou na sombra de Mourinho, mas o Sporting precisa de um futebol mais alegre e dinâmico, podendo assim respirar da juventude do seu treinador. E quanto à inexperiência como treinador principal, qual a experiência de Mourinho quando foi aposta de risco e contestada no Benfica?

Se a aposta do presidente passar pela maturidade técnica, a minha sugestão passa por Manuel José, um treinador extremamente experiente e conhecedor do futebol português, com grande capacidade de conquista nos últimos anos.

Mas a minha aposta recai na New School :)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sporting – 3 Penafiel – 0: Mais do Mesmo!

A partir do momento em que adormeço literalmente num jogo do Sporting, mesmo estando cansado, é um sinal de que as coisas não vão bem…Antes poderia estar extenuado do trabalho, mas os jogos do Sporting revitalizavam a minha energia, motivando-me para acompanhar as jogadas de um futebol bonito e rendilhado, e vibrando com os golos que surgiam naturalmente. Agora os jogos do Sporting tornam-se um suplício de mau futebol, passes falhados, lentidão de execução, falta de atitude, e a sensação de que qualquer adversário será um bico de obra para a vitória. Até quando?

Paulo Bento no final do jogo mostrou-se cansado com as perguntas dos jornalistas sobre a valia exibicional, e respondeu com alguma indiferença sobre essa questão. Num clube como o Sporting, a qualidade exibicional é uma característica de enorme importância para os sócios e adeptos, é a diferença entre ficar a dormir no sofá e cantar no estádio com a claque.

Menos indiferente terá de ser a questão do estado do relvado, nisso Paulo Bento não disse com as letras todas mas mostrou-se insatisfeito com os seus responsáveis, portanto mais uma razão para nada ficar como dantes na resolução deste problema. Já há quatro anos que a questão se mantém, e num clube profissional de grandes pergaminhos, a situação torna-se insustentável e com necessidade de medidas urgentes. Aguardemos…

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dança de Treinadores: problema ou solução?

Sou um defensor da estabilidade de um clube e da continuidade do treinador até ao final do projecto. Não compreendo as saídas precoces de Ulisses Morais (Naval), Carlos Azenha (V Setúbal), Carlos Carvalhal (Marítimo), Rogério Gonçalves (Académica) e Nelo Vingada (V Guimarães). Ou melhor, compreendo pela falta de qualidade do dirigismo português que aposta em treinadores pelo golpe de vista, alguns deles com pouca qualidade, e sem garantias de estabilidade independentemente dos resultados.

Nesta lista de treinadores demitidos, não compreendo a falta de aposta em Carvalhal no Marítimo, pois para mim é uma aposta clara na qualidade, tenho dúvidas na mudança de Carlos Azenha por Quim, e compreendo a falta de qualidade de Ulisses Morais, Rogério Gonçalves e Nelo Vingada, para mim três treinadores conservadores de tácticas defensivas e pouco ambiciosas.

Falando da minha Académica, clube ao qual estou associado, esta era uma saída anunciada desde o primeiro minuto, dada a contestação que houve nesta aposta no seio da Briosa, e reforçada pela fraca qualidade exibicional e de resultados nas primeiras jornadas ,com um plantel sem dúvida melhor que o plantel anterior que ficou em sétimo classificado na época passada.

Para o seu lugar, um regresso ao passado recente na aposta de um treinador jovem e ambicioso após a saída de Domingos, desta vez com o ingresso de André Villas Boas, um treinador com 31 anos, com a escola de José Mourinho e até com algumas semelhanças físicas com ex-treinador e agora líder de campeonato Domingos Paciência.

Não posso tecer considerações racionais sobre a capacidade do novo treinador, apenas posso falar por intuição. E a intuição deixa-me confiante num futuro promissor com este treinador, pela idade, pelo percurso associado às grandes conquistas de José Mourinho e pelo discurso ambicioso na sua apresentação oficial na Académica.

Oxalá esteja certo!

domingo, 4 de outubro de 2009

Sporting – 0 Belenenses – 0: Fim de ciclo!

Do jogo pouco há a falar. Mais um jogo empastado, jogadores com três velocidades (lento, lentinho e parado) e no final um zero total coroados com um coro de assobios monumental.

Do campeonato também pouco há a falar. Estamos a 10 pontos do líder, independentemente de ser o Sporting de Braga, e ainda só estamos no início de Outubro.

Importante para mim é falar da estrutura do Sporting!

Sempre fui um apoiante de Paulo Bento, reconheço o trabalho meritório durante estes anos, conseguindo quatro segundos lugares, duas supertaças e duas taças de Portugal com uma equipa remendada e imatura. No entanto, neste momento percebe-se uma equipa apática, sem fio de jogo, sem ligação entre os sectores, com claras lacunas nas bolas paradas, faltas de atitude regulares, e no final um treinador assumindo a ausência de explicações para os maus desempenhos, lembrando que terá de rectificar para o próximo jogo que até ao momento ainda não apareceu.

Sempre fui apoiante da estabilidade, continuo a acreditar no imenso potencial de Paulo Bento, mas julgo que se fechou um ciclo por falta de capacidade actual do treinador, sendo neste momento o problema em vez da solução. A equipa já provou principalmente nos jogos grandes que tem potencial para muito mais, mas precisa de um líder ambicioso, com provas dadas e capaz de galvanizar esta equipa para vitórias regulares e bons espectáculos de futebol.

José Eduardo Bettencourt é o homem certo no lugar certo e certamente perceberá que a mudança é necessária, renovando a ambição de todos os sportinguistas, desta vez a partir da estrutura do futebol do Sporting.

Sporting Forever!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Sporting – 1 Hertha – 0: Um Oxazepam não faria melhor!

O regresso ao passado dos jogos de pré-temporada! Não se compreende como a equipa pode descer tão fundo quando notava-se um crescimento exibicional de jogo para jogo, inclusive no jogo do Dragão. Ou melhor, compreende-se e tem uma expressão comum: “falta de atitude”!

Se pensarmos bem, a equipa até jogou com os melhores jogadores nas suas posições, mas não se empenhou tanto como a equipa nos jogos com a Fiorentina, não foi a equipa ambiciosa e solta do Dragão e deixou-se envolver num jogo enfadonho, cheio de passes falhados, bolas para a frente sem nexo e jogadores parados atrás da linha da bola.

Porque será? Será da Liga Europa, talvez. Para muitos considerada a segunda divisão da Europa, mas que terá de ser encarada como uma competição com prestígio, tal e qual como todas as outras onde o Sporting participa.
Já não é a primeira vez que o Sporting apresenta um problema de atitude, o que me leva à questão:

Será que o problema estará apenas no menor orçamento?

Fica a questão, por um Sporting Unido!