segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sporting – 3 Penafiel – 0: Mais do Mesmo!

A partir do momento em que adormeço literalmente num jogo do Sporting, mesmo estando cansado, é um sinal de que as coisas não vão bem…Antes poderia estar extenuado do trabalho, mas os jogos do Sporting revitalizavam a minha energia, motivando-me para acompanhar as jogadas de um futebol bonito e rendilhado, e vibrando com os golos que surgiam naturalmente. Agora os jogos do Sporting tornam-se um suplício de mau futebol, passes falhados, lentidão de execução, falta de atitude, e a sensação de que qualquer adversário será um bico de obra para a vitória. Até quando?

Paulo Bento no final do jogo mostrou-se cansado com as perguntas dos jornalistas sobre a valia exibicional, e respondeu com alguma indiferença sobre essa questão. Num clube como o Sporting, a qualidade exibicional é uma característica de enorme importância para os sócios e adeptos, é a diferença entre ficar a dormir no sofá e cantar no estádio com a claque.

Menos indiferente terá de ser a questão do estado do relvado, nisso Paulo Bento não disse com as letras todas mas mostrou-se insatisfeito com os seus responsáveis, portanto mais uma razão para nada ficar como dantes na resolução deste problema. Já há quatro anos que a questão se mantém, e num clube profissional de grandes pergaminhos, a situação torna-se insustentável e com necessidade de medidas urgentes. Aguardemos…

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dança de Treinadores: problema ou solução?

Sou um defensor da estabilidade de um clube e da continuidade do treinador até ao final do projecto. Não compreendo as saídas precoces de Ulisses Morais (Naval), Carlos Azenha (V Setúbal), Carlos Carvalhal (Marítimo), Rogério Gonçalves (Académica) e Nelo Vingada (V Guimarães). Ou melhor, compreendo pela falta de qualidade do dirigismo português que aposta em treinadores pelo golpe de vista, alguns deles com pouca qualidade, e sem garantias de estabilidade independentemente dos resultados.

Nesta lista de treinadores demitidos, não compreendo a falta de aposta em Carvalhal no Marítimo, pois para mim é uma aposta clara na qualidade, tenho dúvidas na mudança de Carlos Azenha por Quim, e compreendo a falta de qualidade de Ulisses Morais, Rogério Gonçalves e Nelo Vingada, para mim três treinadores conservadores de tácticas defensivas e pouco ambiciosas.

Falando da minha Académica, clube ao qual estou associado, esta era uma saída anunciada desde o primeiro minuto, dada a contestação que houve nesta aposta no seio da Briosa, e reforçada pela fraca qualidade exibicional e de resultados nas primeiras jornadas ,com um plantel sem dúvida melhor que o plantel anterior que ficou em sétimo classificado na época passada.

Para o seu lugar, um regresso ao passado recente na aposta de um treinador jovem e ambicioso após a saída de Domingos, desta vez com o ingresso de André Villas Boas, um treinador com 31 anos, com a escola de José Mourinho e até com algumas semelhanças físicas com ex-treinador e agora líder de campeonato Domingos Paciência.

Não posso tecer considerações racionais sobre a capacidade do novo treinador, apenas posso falar por intuição. E a intuição deixa-me confiante num futuro promissor com este treinador, pela idade, pelo percurso associado às grandes conquistas de José Mourinho e pelo discurso ambicioso na sua apresentação oficial na Académica.

Oxalá esteja certo!

domingo, 4 de outubro de 2009

Sporting – 0 Belenenses – 0: Fim de ciclo!

Do jogo pouco há a falar. Mais um jogo empastado, jogadores com três velocidades (lento, lentinho e parado) e no final um zero total coroados com um coro de assobios monumental.

Do campeonato também pouco há a falar. Estamos a 10 pontos do líder, independentemente de ser o Sporting de Braga, e ainda só estamos no início de Outubro.

Importante para mim é falar da estrutura do Sporting!

Sempre fui um apoiante de Paulo Bento, reconheço o trabalho meritório durante estes anos, conseguindo quatro segundos lugares, duas supertaças e duas taças de Portugal com uma equipa remendada e imatura. No entanto, neste momento percebe-se uma equipa apática, sem fio de jogo, sem ligação entre os sectores, com claras lacunas nas bolas paradas, faltas de atitude regulares, e no final um treinador assumindo a ausência de explicações para os maus desempenhos, lembrando que terá de rectificar para o próximo jogo que até ao momento ainda não apareceu.

Sempre fui apoiante da estabilidade, continuo a acreditar no imenso potencial de Paulo Bento, mas julgo que se fechou um ciclo por falta de capacidade actual do treinador, sendo neste momento o problema em vez da solução. A equipa já provou principalmente nos jogos grandes que tem potencial para muito mais, mas precisa de um líder ambicioso, com provas dadas e capaz de galvanizar esta equipa para vitórias regulares e bons espectáculos de futebol.

José Eduardo Bettencourt é o homem certo no lugar certo e certamente perceberá que a mudança é necessária, renovando a ambição de todos os sportinguistas, desta vez a partir da estrutura do futebol do Sporting.

Sporting Forever!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Sporting – 1 Hertha – 0: Um Oxazepam não faria melhor!

O regresso ao passado dos jogos de pré-temporada! Não se compreende como a equipa pode descer tão fundo quando notava-se um crescimento exibicional de jogo para jogo, inclusive no jogo do Dragão. Ou melhor, compreende-se e tem uma expressão comum: “falta de atitude”!

Se pensarmos bem, a equipa até jogou com os melhores jogadores nas suas posições, mas não se empenhou tanto como a equipa nos jogos com a Fiorentina, não foi a equipa ambiciosa e solta do Dragão e deixou-se envolver num jogo enfadonho, cheio de passes falhados, bolas para a frente sem nexo e jogadores parados atrás da linha da bola.

Porque será? Será da Liga Europa, talvez. Para muitos considerada a segunda divisão da Europa, mas que terá de ser encarada como uma competição com prestígio, tal e qual como todas as outras onde o Sporting participa.
Já não é a primeira vez que o Sporting apresenta um problema de atitude, o que me leva à questão:

Será que o problema estará apenas no menor orçamento?

Fica a questão, por um Sporting Unido!

sábado, 26 de setembro de 2009

F.C. Porto – 1 Sporting – 0: Cabeça Erguida!

No momento da transmissão do onze inicial do Sporting apercebi-me de três más opções por parte de Paulo Bento: Polga, Grimi e Postiga. Não fazendo das individualidades a causa para os problemas do colectivo, é manifestamente difícil compreender como Polga continua a arrastar-se nos jogos do Sporting, com pouca velocidade nas transições e com um jogo aéreo nulo. Incrível como jogo após jogo os golos de cabeça sucedem-se e Polga quase sempre está implicado no lance, manifestando falta de reacção para acompanhar o lance aéreo. Assim é bater no ceguinho quando a culpa nem é do Polga, mas do Paulo Bento que insiste com esta teimosia quando tem um Tonel em boa forma no banco, e que volta a entrar no jogo numa fase difícil mas revelando grande consistência. Se há males que vêm por bem, neste caso ainda bem que Polga foi expulso e não pode jogar o próximo jogo!

Grimi até pode ser uma opção credível para o resto da época, mas é um elevado risco colocá-lo a estrear-se esta época num clássico no Dragão, ainda por cima com a possibilidade efectivada de apanhar um Hulk poderosíssimo na sua área de marcação. Miguel Veloso apesar de lento, teria dado outra consistência defensiva e ofensiva no lado esquerdo da defesa.

Dos erros previstos, apenas Postiga provou-me o contrário, mostrando-se um jogador diferente do habitual, mais acertado nas combinações ofensivas e com uma boa possibilidade para marcar na primeira parte num remate à barra. Que continue assim, em função das suas qualidades independentemente de qualquer tipo de vingança!

De resto, um Sporting com uma excelente atitude a partir dos 15 minutos iniciais, com boa circulação de bola, boas combinações ofensivas e várias oportunidades principalmente na primeira parte. Na segunda parte, a continuidade da boa postura em jogo, mesmo a jogar em inferioridade numérica, é de realçar e mostra um Sporting combativo à semelhança das palavras da sua estrutura dirigente. Por isso, sai do jogo derrotado mas de cabeça erguida, perante um F. C. Porto que durou 15 minutos e pouco mais…

De cabeça erguida também pela luta constante que teve contra a dualidade de critérios e uma arbitragem habilidosa durante todo o jogo, expulsando Polga quando o primeiro amarelo é um exagero, e evitando fazer o mesmo ainda na primeira parte com Raul Meireles, num lance para segundo amarelo justíssimo. Além disso, fico com a sensação que ficou uma grande penalidade por marcar sobre Liedson na segunda parte, num lance em que Bruno Alves entra de empurrão sobre o levezinho.

Perante arbitragens destas e habituais nos jogos do Sporting, o clube não pode ficar indiferente. Paulo Bento já fez o seu papel, resta a restante equipa que o acompanha, incluindo a equipa dirigente. Vou ficar atento!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sporting – 3 Olhanense – 2: A Saga Continua!

Num jogo em que o Sporting marca um golo de cabeça na sequência de um livre, volta aos golos de grande penalidade e deixa Liedson em branco, só pode ser um jogo atípico. E foi! Senão vejamos, um dos jogos mais abertos deste início de campeonato, com grandes golos e discussão do resultado até ao final, contrastando com pobres espectáculos de anti-jogo, ineficácia ofensiva e golos banalíssimos neste início de época.

No entanto, há coisas que se mantêm e que devem merecer de novo reflexão dos responsáveis sportinguistas. Volto a repetir que devem jogar os melhores jogadores para cada posição e Polga não é seguramente melhor do que Tonel nesta fase, repetindo-se golos de cabeça na área leonina, sendo seguramente mais difícil com o bom jogo de cabeça de Tonel. Se Tonel não joga agora, bem pode começar a procurar clube para sair em Janeiro.

Depois, voltaram a existir imensos espaços entrelinhas nos primeiros minutos de jogo, altura em que o Olhanense colocou-se em vantagem por dois golos de diferença. Depois a consistência de jogo melhorou e percebemos que o problema não passa pelo escalonamento equipa, mas pela atitude passiva da equipa em determinados momentos do jogo, jogando com as linhas muito afastadas, com pouca agressividade e com transições muito lentas. Felizmente Paulo Bento veio no final do jogo diagnosticar esta situação, vejamos as consequências práticas nos próximos jogos.

O melhor período do Sporting coincide com a entrada de Djaló, um autêntico espalha-brasas que agitou o jogo do Sporting mas que também revela grandes lacunas técnicas, sendo para mim um jogador a mais neste Sporting. E repito isto num jogo em que até teve alguma influência na reviravolta do resultado, porque acima de tudo é preciso manter a coerência e Djaló precisa de melhorar os aspectos técnicos até conseguir melhorar o controlo de bola e a finalização.

Depois surgiram os golos do Sporting. Carriço, a revelação do ano passado e a confirmação deste ano, alimentou a esperança leonina com um cabeceamento perfeito após um livre bem executado por Miguel Veloso. Seguro a defender e a melhorar nos lances ofensivos, Carriço prepara-se para se tornar um caso sério no futebol português. Pouco depois, numa lei de compensações de grandes penalidades ridícula por parte do árbitro, João Moutinho coloca tudo empatado, permitindo ao Sporting ter 45 minutos em busca do golo da vitória. E assim aconteceu, após uma assistência de Caicedo (que fez mais em 15 minutos do que Postiga em mais de uma hora), Vukcevic enche o pé e dispara um míssil indefensável para Ventura, salvando assim uma exibição individual medíocre do montenegrino. Impressionante a velocidade com que sai a bola do pé deste jogador!

Fim do jogo. Imensas lacunas por resolver, boa análise de Paulo Bento, e a colagem ao próximo adversário no campeonato, o F.C. Porto, mantendo-nos a 3 pontos do “imparável” Benfica. Para quem dava zero hipóteses ao Sporting este ano, isto não vai nada mal. Falta a consistência, e a partir daí mostrar que as verdadeiras equipas fazem-se de trabalho e persistência! Estamos na luta!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Heerenveen – 2 Sporting – 3: Valeu Liedson (mais uma vez!)

Uma vitória tão natural como sofrida perante um adversário tão fraquinho que a vergonha seria qualquer outro resultado que não fosse a vitória, ainda para mais quando a vantagem já tinha sido alcançada na primeira parte. Mesmo assim, voltou a ser preciso um Liedson a regressar a olhos vistos à boa forma para resolver o jogo, marcando os três golos e sendo possivelmente o único jogador leonino a jogar dentro da normalidade. Dos restantes jogadores, nenhum esteve ao seu nível!

Num jogo em que a falta de agressividade, espaço a mais na zona central e passes transviados foram uma constante durante todo o jogo do Sporting, principalmente na segunda parte, há exibições individuais que têm de ser repensadas.

Rui Patrício continua a mostrar uma enorme intranquilidade e irregularidade exibicional, denotando grande dificuldade em escolher o momento para sair dos postes e a ficar muito mal na fotografia no segundo golo dos holandeses. Após vários meses de aposta por parte de Paulo Bento, Rui Patrício já poderia revelar maiores índices de confiança, a continuar assim terá de ser repensada a sua continuidade na equipa.

Abel revela ser mais um dos laterais direitos em má condição, e como há quatro alternativas para este lugar (incluindo Caneira) e devem jogam os melhores, julgo que chegou a hora de Pereirinha na lateral direita, principalmente porque agora já existem mais opções no meio-campo e deixa de ser a única arma secreta saída do banco.

Não se percebe a inclusão de Polga no onze inicial, uma vez que jogam os melhores, e o melhor até ao momento foi Tonel que provou no último jogo estar melhor defensiva e ofensivamente do que Polga. Senão, porque razão Polga não ganha uma bola na defesa, deixa-se antecipar pelo avançado no primeiro golo, e não há ninguém que consiga criar perigo nas bolas aéreas ofensivas à excepção de Tonel? Os jogadores em melhor forma nos seus lugares, muito simples!

No ataque, Djaló tem sido escolhido como o parceiro ideal para Liedson, dizem que está em boa forma, mas para mim continua a mostrar uma irregularidade impressionante, sendo que a única regularidade que apresenta é pela negativa, ou seja, o já conhecido mau controlo de bola, más opções de passe e remates desastrados. Há mais três opções para o ataque, não é necessário insistir nos mesmos erros!

No computo geral, destaco pela negativa a falta de atitude e disciplicência demonstrada na segunda parte, num jogo perante um adversário de terceira categoria bastante importante para aumentar os níveis de confiança. Sublinho a necessidade de aumentar os níveis de competitividade no plantel, porque a escolho de mais do mesmo para os mesmos postos é o princípio para a falta de atitude de vários jogadores acomodados ao lugar. Para o jogo com a Olhanense, sugiro a inclusão e a aposta contínua dos melhores aos seus postos, independentemente do nome na equipa, e o aproveitamento do balanço de três vitórias seguidas num início de época conturbado.