terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Nunca mais é Sábado (26 de Março)!

Passámos dois mercados de transferências e em cada um deles o treinador leonino exige um avançado de características diferentes “tipo pinheiro” para juntar aos presentes. Mais de meio ano não chega para encontrar uma solução e a solução que se encontra passa por emprestar Pongolle e vender Liedson sem qualquer alternativa para a linha avançada. Se o avançado francês não mostrava qualidade para vingar na equipa, Liedson continuava a ser um activo importante e possivelmente o único avançado capaz de amedrontar as defesas adversárias. O seu passe é miseravelmente oferecido e o presente passa por avançados de qualidade questionável, irrregulares e com grande tendência para a lesão física.

Esta é sem dúvida umas das piores direcções que o Sporting teve e desejam-se cada vez mais novos dirigentes eleitos no próximo dia 26 de Março. Haverá de certeza alguma lista com origens na actual linha directiva, mas apenas merece um chumbo rotundo no acto eleitoral.

Exige-se sangue novo e um projecto capaz!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O Ano Zero do Sporting

Há várias semanas que o ciclo de Bettencourt no Sporting já tinha terminado, no entanto a surpresa surgiu com a sua demissão após mais uma derrota em casa, possivelmente por ter perdido tudo o que tinha para conquistar de relevante esta época. Após a perda do título, o segundo lugar tornou-se impossível e Bettencourt renunciou ao cargo.

Quem não renuncia ao cargo é Paulo Sérgio que continua a acreditar na sua capacidade para inverter a situação. Por sair o presidente, não significa que saia o treinador, mas é óbvio que Paulo Sérgio também faz parte do problema pela sua falta de competência para treinador de um clube grande. Os jogos e os resultados do Sporting mais parecem os desempenhos de um Paços de Ferreira ou Vitória de Guimarães, com todo o respeito que estas equipas me merecem.

No entanto, quase de certeza que a sucessão no Sporting irá demitir esta equipa técnica, tal como espero que limpe a restante estrutura directiva e organize um projecto novo e futurista para um Sporting com identidade e consistente.

Para tal, é preciso uma renovação de figuras no seio leonino, abdicando de qualquer figura da linha Roquetista recente, e que possa apresentar um projecto baseado nos talentos naturais do clube como a sua formação, melhorada no trabalho de prospecção do clube e de preferência com verdadeiros sportinguistas.

Espero que o combate saudável de listas eleitorais seja recheado de ideias e figuras credíveis, lançando o repto para que surja um nome da lista opositora blogosférica de Bettencourt. Seria importante agora perceber as ideias desta oposição para um Sporting melhor!

Bem-vindos ao ano zero!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Lições de 2010!

?Julgo que esta época de férias desportivas natalícias em Portugal não sejam utilizadas como tempo unicamente de descanso, mas que haja uma reflexão profunda sobre os defeitos do futebol português, nomeadamente esta pausa desportiva. Numa altura em que o dinheiro não abunda nos clubes de futebol, é incrível como se continuam a pagar investimentos sem retorno desportivo numa época em que não há jogos, e muito menos se aproveita a estadia dos emigrantes no país natal.

No caso do Sporting, espero que aproveite para analisar o ano de 2010 e perceber o grande número de entradas e saídas na equipa directiva e técnica, e o número de jogadores excedentários que continuam sem colocação ou sem qualidade no plantel. O presidente continua achar que tem condições para liderar o projecto do clube, mas continuo sem entender o projecto ou tenho mesmo dúvidas que ele exista.

Não preciso de ser bruxo para perceber que este será o último ano da presidência de Bettencourt e assim aguardo por uma candidatura de ruptura e capaz de liderar um projecto com a identidade leonina.

Enfim, mais um ano para os rivais. Até quando?

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

José Eduardo (apenas)

Desta vez não emitirei opiniões sobre o outro José Eduardo, apenas darei a minha opinião sobre o ex-comentador da RTP e grande sportinguista José Eduardo.

Sempre gostei das suas opiniões e clarividência, analisa os factos com objectividade e sabedoria e tem talento na comunicação com o público. Prova disso está na entrevista que deu hoje à Rádio Renascença, mostrando determinação, inteligência e solidariedade na resolução dos problemas actuais do Sporting, estando disponível para abraçar diversas opiniões para criar a “Identidade Sporting”.

Há umas semanas atrás, na altura do fim de ciclo desta direcção, sugeri a criação de projectos alternativos e consistentes para o clube leonino e José Eduardo torna-se assim no primeiro rosto da mudança.

Por um Sporting Unido, lanço desde já a minha disponibilidade para contribuir de alguma forma por este novo projecto e sugerir a mais sportinguistas para que voltem a “Pensar Sporting” com o espírito de vitória, construtividade e regularidade.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Renovações e um Dejá-Vu

Renovar ou não renovar com Postiga? Eis a questão!

Casos como Pedro Silva e Grimi nunca foram uma incerteza para mim. Não seriam contratados nem renovados. Abel ainda escapa pelo empenho e profissionalismo. Romagnoli é o meu dejá-vu actual com Postiga. No último ano de contrato com o clube de Alvalade, lança-se para uma época memorável e faz parte do melhor futebol do Sporting nos últimos tempos, num meio-campo onde figuravam ainda Miguel Veloso, Moutinho e Nani. A renovação foi concedida mas nunca mais foi o mesmo.

Postiga pode ser mais um caso paradigmático de irregularidade e aumentar o despesismo e falsos activos em Alvalade. Além disso, continua a ser um jogador com bons pés, mas com uma grande incapacidade para a finalização. Acerta uma vez em dez!

Mantenho a opinião que tinha antes desta época. Postiga não é para renovar!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A Incompetência do Sporting

Não sou um crítico apenas por criticar, critico quando o argumento se propicia e proponho soluções.

Com um terço do campeonato realizado, perdemos metade dos pontos em disputa, estamos praticamente afastados do título, alternamos exibições positivas com prestações medíocres por vezes no mesmo jogo e acabamos por deixar o segundo lugar à mercê de clubes a atravessar períodos delicados da sua época.

Se o ano passado foi o ano zero do mandato de José Eduardo Bettencourt, este ano seria o ano um, mas com a diferença de que este ano serão exigidos títulos, especialmente o título português que todos os adeptos ambicionam e que está cada vez mais perdido. Se assim é, não vejo mais razões para a continuidade desta direcção que contrata um treinador sem currículo e não cumpre com o apetrechamento que a equipa precisava.

Não há margem de manobra para tanta incompetência e a solução que proponho é a marcação de eleições antecipadas com a esperança que surja uma candidatura capaz e de ruptura com o passado recente.

Viva o Sporting!

A identidade e o mérito alheio!

José Mourinho e Villas-Boas são dois rostos comuns. Ambos tiveram a escola de Bobby Robson. São jovens e fazem parte da nova vaga de treinadores portugueses. Trabalharam juntos nos maiores clubes europeus. Receberam convites para a liderança técnica do Sporting. Por qualquer razão não oficializaram e hoje são dois conquistadores em clubes diferentes!

Quis o destino que ambos triunfassem em clássicos das suas ligas no mesmo momento e com uma ideia de jogo semelhante. A identidade de jogo, a estrutura organizada e automatizada, o onze habitual e as mudanças cirúrgicas sem alteração do seu modelo são imagens de marca em ambas as equipas. De um lado temos Cristiano Ronaldo como estrela cintilante, do outro temos um imparável Hulk, e em ambos os casos temos jogadores fora de série que se destacam num colectivo forte. Jogam os jogadores em melhor forma e nas suas posições devidas, rentabilizando-se a estrutura no sentido do individual para o colectivo. O banco acrescenta qualidade e substitui com demonstração de integração no sistema de jogo. Os resultados aparecem!

No Sporting, a falta de qualidade não justifica as inúmeras mudanças na estrutura base, alterando os onzes de jogo para jogo e acima de tudo, o seu sistema. Desta forma, a identidade de jogo é uma miragem, as individualidades não sobressaem e os níveis exibicionais são bipolares.

Com as conquistas alheias podemos crescer e manter a identidade leonina, identidade essa que se perdeu desde que Paulo Bento venceu o seu título como treinador de Juniores do Sporting. Há quanto tempo não surge um talento da formação na estrutura profissional do Sporting?

A contenção orçamental não explica tudo e a organização, estabilidade, prospecção e formação são pedras basilares para o caminho do sucesso. Vale a pena pensar nisto…